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Surge uma operadora móvel inovadora, pronta para liderar com 5G de alta velocidade.

  • 1 de fev. de 2024
  • 5 min de leitura


A Telecall Colômbia está se preparando para sua estreia no mercado no final deste ano, após conquistar um bloco no leilão de espectro 5G. O lançamento será acompanhado pelo anúncio de uma marca mantida em sigilo, respaldada por investimentos expressivos de 800 milhões de dólares nos próximos anos. Os fundadores compartilharam com a Forbes suas visões e planos para o futuro.


Ao participar do leilão de espectro 5G na Colômbia em dezembro de 2023, a Telecall emergiu como um verdadeiro Davi diante de diversos Golias. Apesar de ser um ator local ainda desconhecido e desprovido dos impérios bilionários que respaldam seus concorrentes, a empresa conquistou um bloco significativo de 80 MHz ao licitar expressivos US$ 318.333 milhões (em pesos colombianos).


Isso a coloca como uma operadora estreante, e apesar da crença disseminada no setor de que a Telecall Colômbia seguiria os passos do grupo Telecall, de origem brasileira, em outros mercados, a realidade é que esta será uma aposta totalmente distinta.


O mais recente rival da Claro, Tigo, Movistar e Wom está programado para ingressar no mercado durante o último trimestre deste ano, trazendo consigo uma marca ainda envolta em segredo. Sua visão é ser reconhecido como uma 'teltech', buscando introduzir inovações e disrupções na indústria de telecomunicações, comparáveis à transformação que as 'fintech' trouxeram ao setor financeiro.


Os idealizadores dessa nova empreitada são os brasileiros Cleber Ajuz, Bruno Kelman Ajuz, Allan Kelman Ajuz, junto ao colombiano Jorge Gerlein e Eduardo Ratinetz. Os três primeiros têm uma trajetória de 25 anos no Grupo Telecall, enquanto os dois últimos são empreendedores em série provenientes de diversas indústrias que se uniram ao projeto colombiano.

É notável que o Grupo Telecall atingiu taxas de crescimento anual de dois dígitos, chegando a impressionantes 30% nos últimos cinco anos.


"Inicialmente, lançamos a iniciativa de conectar mais de 500 mil brasileiros que moravam no Japão. Desde então, expandimos nossa presença, desenvolvendo uma rede de fibra óptica no Brasil e fornecendo serviços a grandes empresas e eventos", esclarece Cleber, presidente do Grupo Telecall e pai de Bruno e Allan. O grupo alcançou um marco significativo ao se tornar a primeira empresa brasileira a conquistar um leilão de espectro no exterior.


Bruno destaca que o negócio no Brasil é predominantemente B2B, contando com uma extensa rede de fibra de mais de 800 quilômetros e parcerias estratégicas de conectividade com gigantes como Google e Facebook. Além disso, consolidaram sua presença como a provedora oficial de internet em eventos de grande porte, como o Rock in Rio, os Jogos Olímpicos Rio 2016 e o Carnaval do Rio de Janeiro.


"Diversificamos nossas operações e nos estabelecemos como o pioneiro agregador de serviços no Brasil", afirma Bruno. "Atualmente, contamos com 41 marcas que, operando sob nossa licença, proporcionam conectividade e cartões SIM com identidade própria no mercado local." Allan destaca que, com a chegada do 5G, enxergam uma oportunidade para introduzir uma quinta operadora móvel no mercado colombiano.


"Nosso foco está em apresentar algo verdadeiramente inovador e preencher uma lacuna que outros não percebem", afirma Allan. "Por não estarmos vinculados a infraestruturas legadas, temos a capacidade de adotar diretamente o que chamamos de 5G autônomo, conferindo-nos vantagens distintas. Em relação aos serviços ou soluções que podemos oferecer, nossa agilidade e rapidez em algumas implementações para o 5G são notáveis."


Jorge Gerlein, originário de Barranquilla e o único cofundador colombiano de uma operadora móvel a conquistar espectro no último leilão, destaca que a diferenciação será alcançada através de um negócio centrado na experiência do usuário, em parceria com seus sócios brasileiros.


“Não queremos ter o tipo de cliente que simplesmente nos escolhe porque não existe outra oferta no mercado”, afirma Gerlein. “Buscamos um nicho que anseie pelo nosso produto e vamos fornecê-lo, mantendo sempre o cliente no centro, com uma experiência fluida, fácil, prática e moderna. Temos o compromisso de estar sempre na vanguarda da tecnologia para atender às necessidades de um mercado que busca sempre a melhor tecnologia, a menor interação humana e o atendimento rápido. “Não queremos que nossos clientes gastem 45 minutos em uma ligação contando toda a sua história sem resolver o problema.”



No Brasil, a Telecall não possui concessões de espectro, ela compra de outras operadoras móveis. Ter espectro lhes permitirá oferecer serviços sem depender dessas negociações. Lá seus clientes diretos são empresas, na Colômbia seus clientes diretos serão pessoas, com uma nova marca, diretamente, embora também pretendam ter uma linha de negócios para empresas.


Segundo a GSMA, associação das operadoras móveis do mundo, na América Latina, até agora apenas no Brasil há uma implementação extensa de redes 5G autônomas (SA), depois que o regulador de telecomunicações lhes impôs obrigações específicas com esta tecnologia. Quando há implantações não autônomas (NSA), elas contam com a infraestrutura 4G.


“Temos metas conservadoras em nossas projeções, que variam de 4% a 9% do mercado dependendo da vertical”, enfatiza Allan. “Estou falando de acesso móvel, fixo sem fio, B2B e Internet das Coisas nos próximos cinco anos.”


Um produto com o qual eles desejam ganhar força é o acesso fixo sem fio (FWA), que é uma alternativa à Internet interna de fibra óptica. Com o 5G poderão oferecer um serviço semelhante ao da fibra, mas com custos de implementação mais baixos.


Eles buscarão imitar as instalações de autoatendimento que operadoras como Verizon, AT&T e T-Mobile oferecem nos Estados Unidos, que não exigem visitas técnicas para obter conectividade.

“Teremos uma caixa que você conecta e você terá internet em sua casa, com velocidades Wi-Fi e 5G”, observa Allan.


Eles buscarão oferecer largura de banda dedicada para aplicações ou casos de uso específicos, como jogos em nuvem e plataformas de streaming de conteúdo.


Para garantir estas promessas, estão a trabalhar num plano de investimento de quase 800 milhões de dólares para os próximos anos, para o qual estão a angariar fundos junto de múltiplas entidades e com o aconselhamento de múltiplos fornecedores.


“Tivemos propostas de grandes bancos, mas como ainda não assinamos, não podemos falar nada por enquanto”, diz Bruno.


A nova operadora móvel está à procura de um CEO local para executar esta visão. A Telecall Colômbia está desenvolvendo um aplicativo no qual os usuários podem atualizar seus planos e ter acesso a um chat ágil de suporte para solucionar seus problemas online. Além disso, pretende inovar com um modelo ‘freemium’, que permite acesso gratuito a determinados serviços.


“A forma como buscamos nos diferenciar é proporcionando uma experiência centrada no cliente. Queremos proporcionar aos usuários a capacidade de autocuidado”, destaca Allan. “Queremos ser a empresa de telecomunicações que cria essa experiência tecnológica da mesma forma que as fintechs a oferecem hoje aos seus usuários.”


No leilão 5G, a Telecall Colômbia, com obrigações a cumprir, comprometeu-se a conectar 343 escolas e 11 estações base com tecnologia 4G em estradas secundárias.


Bruno, que fundou a ONG Instituto Reação no Brasil para apoiar jovens atletas, diz estar entusiasmado com esses compromissos, já que na Telecall eles apoiaram a iniciativa Escola Conectada, para conectar alunos de escolas públicas.


Jorge complementa: “Não são pobres, são pessoas com recursos limitados porque pobres são aqueles que não têm sonhos e aspirações”.


Por sua vez, Eduardo especifica: “Somos uma empresa familiar que busca fornecer conectividade às famílias da Colômbia”.



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